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Deixem o Indie em Paz

No ginásio #3

Depois das férias, lá voltei ao ginásio. Está a ser muito bom. Já noto algumas diferenças na minha resistência durante as aulas e nas máquinas. Já não tenho qualquer problema em ir e estar lá sozinha (sem ninguém meu conhecido, portanto).

O único aspecto negativo é que só chego ao ginásio lá pelas 19h e saio perto das 21h. Ou seja, entre chegar a casa, tomar banho, jantar, organizar as coisas para o dia seguinte, de repente, já são 23h, hora a que gosto de ir para a cama de modo a poder dormir 8h (não abdico disto por nada), pelo que não sobra tempo para ler ou ver séries e, para além disso, a essa hora já estou mesmo cansada. Isso desanima-me um pouco, mas por outro lado, neste momento, estou mesmo empenhada em ver resultados, por isso tenho de me contentar com este horário.

#aguentaenãochora

 

No ginásio #2

Está a correr bem e, clichê dos clichês, tenho sentido cada músculo do meu corpo nos mais simples movimentos que faço, sim, músculos que não sabia que existiam.

Está a ser doloroso e bom e tenho-me sentido mais bem disposta. Tirando um grito ou outro.

 

No ginásio #1

A minha primeira ida ao ginásio foi atribulada. Tive quase para não ir fazer a aula de RPM que tinha marcado. Vejamos. Tive de deixar o carro no piso -2 do parque de estacionamento e a rampa é absurdamente estreita e serve para descer e subir. Pensei logo que ia riscar o carro todo e imaginei que quando fosse para sair, cansada, ainda ia ser pior, mas lá consegui levar o carro sem fazer estragos. Quando cheguei aos balneários reparei que me tinha esquecido de levar o elástico (o meu cabelo é relativamente comprido e volumoso...). Comecei a amaldiçoar-me e a pensar que aquilo era um sinal, que a minha primeira ida ao ginásio estava condenada ao fracasso, mas não desisti. Quando fui guardar a mala no cacifo... O cadeado não dava para encaixar. Comecei a bufar e a desesperar, aquilo não dava nem por nada, e já começava a prever que aquilo ia entrar, mas que depois nunca o ia conseguir tirar. Desisti e fui-me embora, pegando no telemóvel para me queixar de tudo e mais alguma coisa e avisar que provavelmente ia partir o carro na subida do parque e que era melhor ele vir-me buscar. Eis se não quando me lembrei que não tinha tentado uma coisa com o cadeado e voltei para os balneários. Havia uma parte mais estreita, na qual o cadeado talvez passasse. E passou mesmo. Quase chorei de emoção, mas depois lembrei-me que tinha de fazer a aula de cabelo solto, apenas com uma bandolete. Uma aula de 45 minutos.

Dirigi-me à aula e, claro, não ajustei bem a bicicleta ao meu tamanho, pelo que, para conseguir pôr as mãos nos mais variados sítios da cena para colocar as mãos (agora não me lembro do nome, nem vou procurar, lamento, até aposto que é um nome tremendamente fácil), mais à frente e mais atrás, conforme manda o professor, o celim magoava-me, e não era pouco. E no que é que isso resultou? Numas valentes dores nos ossos que iam contra o celim quando ele nos mandava inclinar para a frente. Estou desconfiada que vou ficar com nódoas negras, tal é a dor que sinto hoje quando me sento. Mas fiz a aula toda até ao fim sem chorar, a agradecer profundamente de cada vez que o professor nos mandava pedalar em pé. Que sensação de liberdade. A ver se da próxima vez ponho o celim mais para a frente.

Hoje não me atrevo a ir pedalar. Só se levasse uma almofadinha para o meu real rabo.