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Deixem o Indie em Paz

Road to the Oscars #9: O Meu Nome é Alice

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Este filme relata-nos a vida de uma mulher de cinquenta anos, Alice, a quem é diagnosticado um tipo raro de Alzheimer, familiar, hereditário. Quem possui o gene tem 50% de hipóteses de o passar aos filhos e, caso o passe, estes têm 100% de hipóteses de desenvolver este tipo de Alzheimer, que é mais precoce do que aquele a que estamos habituados a ouvir falar. Receber uma notícia destas aos cinquenta anos é um golpe muito forte, quer para o doente, quer para a família, até porque as perdas de memória começam a partir daí, e Julianne Moore interpretou-o bastante bem, o filme é dela, assim como aconteceu com Eddie Redmayne, em A Teoria de Tudo, embora considere a interpretação deste segundo melhor.

A desorientação, a alienação e o esquecimento são algo que por si só nos assusta, mas quando o vemos na pele de outra pessoa ficamos sem chão. E se formos nós a perder as nossas memórias, a deixarmos de reconhecer os nossos filhos, a fazer perguntas sem nexo a quem nos rodeia, a esquecermo-nos onde fica a casa de banho da nossa própria casa? O momento mais emocionante deste filme é o discurso que Alice faz num encontro sobre Alzheimer. Julianne Moore mereceu, decididamente, o óscar de melhor actriz principal, apesar de não ter visto os desempenhos das restantes actrizes, à excepção de Felicity Jones, em A Teoria de Tudo. O único ponto negativo que vejo neste filme é o facto de este relato ser feito no seio de uma família com uma excelente qualidade de vida e que pôde suportar os mais variados custos que uma doença deste género pode acarretar, estadias numa casa de Verão, etc. Apesar de ser uma situação difícil e uma doença incurável, não deixa de estar um tanto ou quanto facilitada no meio em que foi inserida.

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