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Deixem o Indie em Paz

Road to the Oscars #8: Selma

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Selma passa-se numa época conturbada da história do povo afro-americano, marcada pela luta pelos seus direitos, neste filme, particularmente, pela luta ao direito ao voto. O filme, como seria de esperar, gira em volta de Martin Luther King, mostrando-nos parte do seu caminho nesta luta, fazendo para isso frente ao presidente Lyndon B. Johnson e o governador do Alabama, George Wallace. Para além da luta de Luther King, Selma mostra-nos também o seu lado mais pessoal, essencialmente, através da relação de King com a mulher Coretta.

O nome deste filme tem origem no Movimento que se formou devido à constante perseguição aos afro-americanos, sobretudo no sul dos Estados Unidos, tendo estes decidido fazer uma marcha de Selma a Montgomery, um percurso de 85 quilómetros, em torno da qual se gera uma grande polémica, uma vez que a primeira marcha terminou, ainda na ponte que marca o final de Selma (Ponte Edmund Pettus), num brutal ataque dos policiais aos marchantes, transmitido em directo pelas televisões e que levou pessoas de todo o país, brancos inclusive, a viajarem até Selma, para participarem numa nova marcha.

À primeira vista, a posição do presidente Johnson é algo desligada do problema, defendendo-se ao argumentar que tem outros assuntos prioritários para tratar, não querendo ser controverso, mas, mais tarde, dada a sucessão de graves acontecimentos, acaba por reconsiderar e fazer frente àqueles que o aconselhavam a ignorar e silenciar de uma vez por todas o assunto, e acaba por se redimir ao tomar a atitude correcta, ao contrário de Wallace. Selma é um daqueles filmes que devemos ver, mais que não seja para nunca nos esquecermos que estes lamentáveis acontecimentos são verídicos e não aconteceram assim há tanto tempo como parece. Fica, provavelmente, a faltar a nomeação de David Oyelowo para o óscar de melhor actor, embora não o considere brilhante.

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