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Deixem o Indie em Paz

Identidade

Se mostras quem és (nome, cara, etc.), toda a gente passa a saber das tuas opiniões, dos teus quereres, entre outras coisas, e tens de ter mais cuidado com o que dizes, porque quase de certeza que alguém tu conheces te lê e te pode vir a chatear por este ou aquele assunto.

Se não mostras quem és, não podes expôr demasiado de ti, sob pena de alguém que te conhece te reconhecer pelo que estás a ler, pela tua escrita, por uma situação caricata qualquer sobre a qual escreveste, e voltamos ao "Se mostras quem és".

Claro que podes não querer saber se alguém que tu conheces te lê ou descobre quem tu és pelo que escreves, mas, esta aqui, salvo muito raras excepções, não quer que praticamente ninguém que a conheça leia aquilo que escreve, nem saiba o que pensa ou sente. Ainda assim, gosto de ser lida, de trocar opiniões e de, por vezes, mostrar algo que me identifique claramente. Parece-me impossível conciliar o melhor de dois mundos e esta é uma das razões pela qual os meus blogues têm ficado de lado nos últimos tempos.

 

5 comentários

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    Madalena 08.01.2016 14:19

    Nem é tanto o gostarem ou não gostarem, é mais não querer que associem aquilo que sinto ou penso à minha pessoa (no mundo real).
    E não é para poder dizer barbaridades, é mesmo só para poder ter a liberdade de dizer o que penso sem que alguém que eu conheça, mas com quem não quero partilhar as coisas mais íntimas ou privadas, saiba aquilo que eu penso de determinados assuntos.
    Quando digo isto vão imediatamente sugerir-me para ter um blogue privado, mas aí perco a hipótese de discutir ideias com pessoas que conheço ou não conheço e com quem vale a pena discutir certos temas (o que é praticamente impossível fazer através de um blogue privado) e não saímos desta espiral... :)
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    Andy Bloig 08.01.2016 15:09

    Coisas "íntimas e privadas" já sabes que não se podem escrever na net ... essas são as que só se devem falar pessoalmente com pessoas que se conhecem.
    O que escreves, não será muito diferente daquilo que és aí fora. Podes refilar de algo que lá fora, quer seja por teres amigos que não aceitam a tua posição ou por teres um trabalho que não seria bem aceite que fosses contra algo, não o faças.
    Podes comentar as tuas mágoas com situações que aches injustas e não fales lá fora.

    E isso do privado tem muito que se lhe diga. Já basta o pessoal ter ficado com a moleirinha no facebook que metem as fotos todas para meia dúzia de familiares e assustam-se quando alguém conhecido tem de lhes fazer o pedido de amizade, porque não sabem onde fica a caixa de mensagens "não pedidas".
    A tua privacidade está acima de tudo. Mesmo que alguém que conheças não concorde com algo que escrevas, pode responder-te por aqui. Agora, as pessoas já se preocupam mais com a sua privacidade, já evitam meterem uns milhares de fotos, de estarem a relatar por onde andam, o que fazem ou do que gostam (ou não gostam). Não quer dizer que não o faças.
    Já basta a vida lá fora onde se tem de fazer tantos sorrisos plásticos que se alguém é simpático, começam a pensar que a pessoa se está "a fazer ao bife" por alguma razão.
    Por isso, deves escrever sem medo dessas coisas. Ao escreveres já pensas no que estás a fazer e na forma como o fazes.
    Também uso um alias para não usar o meu nome. (é o meu nome só que está codificado de uma forma especial )
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    Madalena 08.01.2016 15:52

    Quando me refiro a coisas íntimas e privadas queria dizer que, por vezes, gostava de experimentar fazer certos exercícios de escrita em que, voluntariamente ou não, acabam por revelar coisas nossas e surge o seguinte problema: se eu escrever e estiver baseado em mim pode vir a ser um problema, se eu escrever e não estiver baseado em mim, toda a gente vai achar que é sobre mim.
    Podia optar por um blogue privado onde punha este tipo de textos, mas, lá está, perderia a interacção com quem gostava de os partilhar. É complicado :)
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    Andy Bloig 08.01.2016 19:05

    Podes escrever sobre ti. Na maioria das situações, desde que não estejas a dar localizações e descrições com muita informação, mesmo pessoas que conheças, não conseguem unir aquele ponto. A maioria das coisas, tens meia dúzia de pessoas que sabem tudo o que sabes. Por isso, se deres um âmbito mais vasto em vez de estares a especificar, só mesmo as pessoas que tenham estado na situação sobre o que escreveste é que podem questionar alguma coisa que tenhas pensado.
    Acerca do pensar se é baseado em ti ou não... nem te preocupes com isso. Podes escrever ficção sobre coisas que passaste ou sobre coisas que imaginaste que seriam assim. Quem precisa de saber se é assim ou não, és tu e as pessoas próximas de ti.

    Já viste por aí umas tags que dizem para colocares 50 coisas sobre ti, em que 7 são verdadeiras e 43 são falsas? Nessas é que quem te conhece lá fora, chega ás 7 com toda a facilidade sem precisar de ajudas. Mesmo pessoas que te conheçam lá fora, podem ver as respostas certas e pensarem que estás a mentir sobre alguma delas... o mesmo se passa quando vais sair com amigos e dizes alguma coisa que viste.
    Não deves é dar pormenores específicos. Só mesmo quem tenha passado pelas coisas contigo é que podem unir um texto aquilo que lhe deu origem. A maior parte das vezes, só mesmo tu tens as informações todas sobre aquilo que queres escrever. São espécie de segredos que muita gente sabe pedaços, és tu que tens o puzzle completo que sabe onde aquelas peças se juntam.
    Se quiseres experimentar, escreve um texto e pede a alguém que te conheça bem para o ler. No final pedes a opinião. Vais ver que te dizem que é uma história engraçada. Só depois disso te perguntam onde é que foi baseada.
    Outra maneira é fazeres de conta que estás a escrever uma crónica a uma situação. Com isso, aquelas informações mais precisas, ficam difusas. Generalizas e os pontos específicos, não são tão fáceis de unir a pessoas ou lugares.
    Claro que se vais escrever sobre o teu namorado, ele lê, sabe bem que é ele... ou será que foi o ex?
    Isso acontece em tudo o que escrevas/digas mais pessoal.
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