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Deixem o Indie em Paz

No ginásio #1

A minha primeira ida ao ginásio foi atribulada. Tive quase para não ir fazer a aula de RPM que tinha marcado. Vejamos. Tive de deixar o carro no piso -2 do parque de estacionamento e a rampa é absurdamente estreita e serve para descer e subir. Pensei logo que ia riscar o carro todo e imaginei que quando fosse para sair, cansada, ainda ia ser pior, mas lá consegui levar o carro sem fazer estragos. Quando cheguei aos balneários reparei que me tinha esquecido de levar o elástico (o meu cabelo é relativamente comprido e volumoso...). Comecei a amaldiçoar-me e a pensar que aquilo era um sinal, que a minha primeira ida ao ginásio estava condenada ao fracasso, mas não desisti. Quando fui guardar a mala no cacifo... O cadeado não dava para encaixar. Comecei a bufar e a desesperar, aquilo não dava nem por nada, e já começava a prever que aquilo ia entrar, mas que depois nunca o ia conseguir tirar. Desisti e fui-me embora, pegando no telemóvel para me queixar de tudo e mais alguma coisa e avisar que provavelmente ia partir o carro na subida do parque e que era melhor ele vir-me buscar. Eis se não quando me lembrei que não tinha tentado uma coisa com o cadeado e voltei para os balneários. Havia uma parte mais estreita, na qual o cadeado talvez passasse. E passou mesmo. Quase chorei de emoção, mas depois lembrei-me que tinha de fazer a aula de cabelo solto, apenas com uma bandolete. Uma aula de 45 minutos.

Dirigi-me à aula e, claro, não ajustei bem a bicicleta ao meu tamanho, pelo que, para conseguir pôr as mãos nos mais variados sítios da cena para colocar as mãos (agora não me lembro do nome, nem vou procurar, lamento, até aposto que é um nome tremendamente fácil), mais à frente e mais atrás, conforme manda o professor, o celim magoava-me, e não era pouco. E no que é que isso resultou? Numas valentes dores nos ossos que iam contra o celim quando ele nos mandava inclinar para a frente. Estou desconfiada que vou ficar com nódoas negras, tal é a dor que sinto hoje quando me sento. Mas fiz a aula toda até ao fim sem chorar, a agradecer profundamente de cada vez que o professor nos mandava pedalar em pé. Que sensação de liberdade. A ver se da próxima vez ponho o celim mais para a frente.

Hoje não me atrevo a ir pedalar. Só se levasse uma almofadinha para o meu real rabo.

 

Labirinto

Depois de muita insistência, o meu namorado lá me conseguiu arrastar para o Labirinto (ele já tinha ido há uns tempos), uma casa de terror, com personagens e lendas de Portugal, interpretadas por actores. Não posso contar praticamente nada para não estragar a surpresa a quem pretenda ir, mas posso dizer que vale muito a pena, fartei-me de gritar, mas também houve alguns momentos em que me ri (especialmente dos meus gritos histéricos). Antes de entrarmos, é-nos mostrada uma parede com os nomes das pessoas que não aguentaram até ao fim (Wall Of Shame) e contadas algumas histórias engraçadas, há mesmo muita gente que não passa da primeira sala, o que me deixou com algum receio (mais ainda).

Apesar disso, já lá dentro, nunca pensei em desistir, até porque o facto de saber que nada daquilo é real e que dura apenas cerca de 15 minutos me permitiu levar a coisa na desportiva, mas, claro, foi impossível não me assustar, não gritar, não ir pé ante pé temendo o próximo susto. É assustador, sim, mas é também uma experiência que nos diverte (a alguns, claro). Vale muito a pena e os actores são espectaculares. Hei-de lá voltar.