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Deixem o Indie em Paz

Vim Porque me Pagavam

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Desta autora já havia lido Como Uma Flor de Plástico Na Montra de Um Talho. Recordo-me de, na altura, não ter ficado absolutamente maravilhada, mas de ter gostado bastante. Na semana passada foi a vez deste Vim Porque me Pagavam e acho que a minha reacção foi diferente.

Senti-me dentro dos seus poemas (em quase todos, e por não ter sido em todos é que não chegou às cinco estrelas), dei por mim a sorrir no final de muitos deles e a ansiar pelas próximas páginas. Lê-se muito rapidamente, havendo ainda tempo de sobra para reler algumas linhas ou poemas na íntegra. Fiquei com vontade de reler Como Uma Flor de Plástico Na Montra de Um Talho para efectivamente perceber se agora gostarei mais dele.

Obrigada ao senhor lá de casa que tanta insistência fez para o ler. Diz ele que gostou muito mais da Flor de Plástico (ao contrário de mim, para já), mas fiquem sabendo que este que li agora tem melhor pontuação.

 

Admirável Mundo Novo

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Mais uma desilusão. As expectativas eram muito elevadas (tinha gostado imenso de 1984 - George Orwell - e achava que ia gostar ainda mais deste), o que geralmente dá muito mau resultado comigo.

A ideia é muito boa, tenho um fascínio por distopias, mas não gostei de nenhum dos personagens. Achei-os aborrecidos de morte, sem personalidade, uns chatos. Até posso aceitar que a existência apenas deste tipo de personagens no livro é coerente com a parábola sobre a desumanização dos seres humanos que nos é descrita, mas não haver um único personagem por quem torcer ou que se adore (ou odeie) estragou-me a experiência literária.

 

Banda sonora para a leitura conjunta do mês de Agosto do Clube dos Clássicos Vivos

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Claro que só comecei a ouvir Mastodon devido às influências musicais do meu namorado (o Leviatan já há algum tempo e, mais recentemente, também o Blood Mountain, já que ambos os vinis moram lá em casa e até gosto particularmente de os ver - as capas são lindas - e ouvir).

Dizem os críticos que este álbum se trata de uma interpretação moderna e poderosa de Moby Dick, de Herman Melville. As pontuações e críticas do mesmo são magníficas. Eu, que não sou a maior apreciadora do género musical, acho que este álbum é uma obra-prima, carregado de um misticismo ímpar. Acho que depois de ler o livro ainda vou ficar a gostar mais do álbum.

Aqui podem ouvir a Seabeast (uma das minhas preferidas) e, se não ficarem com dores de cabeça nem com vontade de puxar os cabelos (os corajosos, portanto), podem ouvir o álbum todo, aqui.

 

Das coisas espantosas que a internet nos proporciona

Nem duas horas depois de ter publicado um post sobre um livro, recebi um email do autor do mesmo. Nunca imaginei que tal seria possível (quase fiquei de lágrimas nos olhos tal foi o embaraço e a felicidade), especialmente porque a crítica não foi nada favorável.

Obrigada, J. Rentes de Carvalho, este foi o melhor incentivo que me poderia ter sido dado para não desistir de lê-lo.

 

O Rebate

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Que sofrimento. Que tortura. Que confusão.

Não sou de deixar livros a meio e, como este tinha cerca de 150 páginas, acabei por lê-lo todo, mas a muito custo. A vontade de desistir foi mais que muita. Desde o início da sua leitura, nunca percebi muito bem quem estava a falar nos diálogos, nem sobre quê ou quem. A escrita de Rentes de Carvalho (neste livro, pelo menos) não me cativou, não me senti nada entusiasmada durante a sua leitura, queria apenas acabar e pronto.

Li-o como que em modo automático a partir da página 50 até ao final. Compreendi o fio principal da história, mas tudo o que se passou à volta, a ligação entre as personagens, o que era dito e o que lhes foi acontecendo foi deveras confuso.

Não quero desistir de Rentes de Carvalho, mas durante algum tempo não vou conseguir voltar a pegar noutro livro seu.

 

Álbum da semana #25

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Acho que comecei a ouvir Haim na mesma altura em que o álbum Days Are Gone foi lançado, em 2013. O trio das irmãs Haim (Alana, Danielle e Este), apelido que deu origem ao nome da banda, formou-se em 2006 e, até agora, existe apenas este álbum de onze magníficas faixas (aguardo ansiosamente um próximo álbum).

Quando estou indecisa quanto ao que ouvir, a minha escolha recai variadas vezes neste álbum. É mexido e relaxado, recorda-me o Verão e as suas músicas entranham-se na mente. É praticamente impossível não ficarmos a adorar estas três irmãs quando escutamos Falling, Forever, The Wire, If I Could Change Your Mind, Honey & I e Don’t Save Me. Um dos meus álbuns preferidos, cujo vinil namoro tantas vezes.

Nove em dez.

 

Em falta na estante #22

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Há muito tempo que este livro está na lista de espera, bem como o respectivo filme (que só quero ver depois de ler o livro).

Esta edição comemorativa dos cinquenta anos da obra (1962) recupera o texto o original do romance e inclui uma selecção de entrevistas, artigos e um glossário de Nadsat (vocabulário criado pelo autor, baseado na língua russa e num linguajar típico britânico, o cockney).

Depois de ler esta crítica fiquei ainda com mais vontade de o ler.

 

Laranja Mecânica

Anthony Burgess

2012

Alfaguara - Editora Objectiva

 

Summer play list #8

| take my side – will butler | girl, you have no faith in medicine – the white stripes |

| test of time – temples | keep on lying – tame impala |

| little monster – royal blood | triunfo dos porcos – os pontos negros |

| magnets – norton | west coast – lana del rey |

| forever – haim | drunn – diiv |

| alfazema – capicua | run right back – the black keys |

 

Livros que toda a gente anda a ler e que dificilmente irão passar pelas minhas mãos #2

Este primeiro livro de poemas de Matilde Campilho tem sido falado imensas vezes desde o seu lançamento, em 2014, pela Tinta da China, e as críticas literárias que li por aí pintavam sempre este livro de poesia (em verso e prosa), escrito num português de dupla grafia (luso-brasileiro), como algo raro e precioso, experimental e magnífico (e mais alguns adjectivos dos quais não me consigo recordar agora). Ora, eu não sei se é de mim, mas algo como

 

Era capaz de atravessar a cidade em bicicleta só para te ver dançar.

E isso

Diz muito sobre minha caixa torácica.

 

não me chama minimamente. Gostava muito de vir a gostar deste livro, mas quer-me parecer que será dinheiro mal empregue. Mas isto devo ser eu que sei muito pouco de literatura, já que Portugal e Brasil andam maravilhados com a Matilde. 

 

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Saio discretamente, protegendo-me de um potencial apedrejamento.

 

Em falta na estante #21

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Este livro de Aleksandr Solzhenitsyn, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1970, foi publicado em 1962 e relata um dia de um prisioneiro num gulag do Cazaquistão, sendo este o primeiro romance publicado na União Soviética relatando a vida nos campos de trabalho dos prisioneiros políticos e a repressão estalinista. Tem uma pontuação muito boa no Goodreads e as críticas são igualmente boas. 

Andei à procura dele na FL, mas infelizmente não o encontrei.

 

Um Dia na Vida de Ivan Deníssovitch

Aleksandr Solzhenitsyn 

2012

Sextante Editora

 

Pág. 1/3