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Deixem o Indie em Paz

Fica mal sair do trabalho a horas?

Este é um artigo muito interessante e bastante rápido de ler sobre a simpatização do estado e dos patrões em geral pelas horas (excessivas) de trabalho semanal, bem como sobre o facto de a maior parte das pessoas prolongar demasiado as horas de trabalho. Quanto mais melhor, pois não é?

Sinceramente, não sou capaz de ficar a fazer tempo quando, na maioria das vezes, já terminei o trabalho daquele dia há algum tempo, já me bastam as quarenta horas que tenho de trabalhar por semana. Claro que se tiver algo de urgente para fazer fico o tempo que for preciso, mas considero que essa deve ser a excepção e não a regra, por isso faço sempre por sair à hora certa, até porque se sair a horas apanho menos trânsito.

Num mundo ideal, teríamos de nos preocupar em sair a horas após sete horas de trabalho diário e não oito. Felizmente, há pessoas que conseguem ver além das quarenta horas semanais e que percebem que, se calhar, se trabalhássemos menos uma hora todos os dias, seríamos pessoas mais felizes, mais realizadas, mais produtivas e com mais filhos. 

O que é uma pena é o facto de as pessoas que defendem estas ideias não estarem à frente do governo nem das empresas.

 

I Festa do Cinema

Depois deste fim-de-semana, irá decorrer, nos dias 11, 12 e 13 de Maio, a primeira Festa do Cinema.

 

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Durantes estes três dias, os bilhetes custarão 2,50€, tendo aderido a esta iniciativa 499 salas de cinema de todo o país (excepto para filmes Imax, 3D e salas VIP). É uma iniciativa de louvar, já que a principal razão de irem menos portugueses ao cinema se prende com o elevado preço dos bilhetes (já para não falar do facto de que o preço de uma ida ao cinema praticamente duplica se também quiser comprar um pacote de pipocas e uma bebida), no entanto, duvido seriamente que a acção tenha os efeitos desejados, a saber, “repor o hábito de ir ao cinema” (ou será apenas uma justificação nobre para ficar bem na fotografia?).

O hábito de ir ao cinema será reposto quando os preços voltarem a ter um valor razoável ou quando os nossos ordenados aumentarem e, consequentemente, uma ida ao cinema não seja considerada um luxo. Gostava de estar equivocada, mas considero ingénuo pensar que isto irá ter algum reflexo nestes hábitos, as pessoas vão aderir, é certo, mas depois volta tudo ao mesmo, a não ser que esta acção se repita várias vezes e, mesmo assim, custa-me a crer.

A acção, no meu entender, devia ter como objectivo permitir que pessoas que habitualmente não vão ao cinema, possam ir, sem ficarem com o peso na consciência de que estão a gastar um valor obsceno de dinheiro em algo que é dispensável, quando comparado com as contas da casa ou com o dinheiro que se gasta em comida, por exemplo, e não deveria acontecer apenas uma vez por ano.

Apesar deste extenso comentário, continuo a achar que há que dar os parabéns pela iniciativa, mais que não seja por ser a primeira vez que exibidores e distribuidores em Portugal se associam na organização de uma Festa do Cinema.