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Deixem o Indie em Paz

Maratona Gelo e Fogo #1

Falta apenas um dia para começar a Maratona Gelo e Fogo e eu estou aqui cheia de vontade de começar.

Já pensei em mil e uma coisas nos últimos dias, que não vou conseguir, que me vou baralhar com os personagens e locais, ainda mais do que ao ver a série, que me vou fartar, que vou demorar um ano, em vez dos supostos cinco meses, enfim, uma panóplia de pensamentos.

Também andei a pensar nos livros que poderei ir lendo ao longo destes cinco meses. Não queria ler apenas estes dez (embora não fosse nada mau, uma vez que a minha meta para 2015 são 25 livros e já li catorze até agora), mas se não conseguir ler mais nada também não vou ficar chateada.

Há que pensar que vai haver férias pelo meio, e tudo o que isso implica, ou seja, idas aos Açores, ao Algarve, e, provavelmente, ao Alentejo, muito tempo livre, portanto. Não vou estar já aqui a complicar o que não é complicado (controla a tua veia complicadora, Madalena), é suposto isto ser uma coisa divertida e não uma fonte de preocupações e é nisso que me vou focar nos próximos cinco meses.

Se não estiver muito cansada hoje, sou bem capaz de ficar acordada até à meia-noite para começar já a ler. A noite é escura e cheia de terrores, mas nós havemos de conseguir ver a luz do dia no final desta maratona.

 

Álbum da semana #15

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Confesso que o rap/hip hop nunca foi a minha praia. Era, até, bastante indiferente em relação a este género musical, não por preconceito, mas, provavelmente, por nenhuma música ter chegado ao meu coração (não ler isto de forma lamechas). Até que apareceu o álbum Sereia Louca, da Capicua.

Lembro-me perfeitamente de numa manhã estar a estacionar no Parque das Nações e ter ficado mais um pouco no carro a ouvir a Casa No Campo, na Antena 3, no dia do lançamento do álbum. Não resisti minimamente e a música entranhou-se em mim, tornando-se uma das minhas preferidas de sempre. Está lá tudo. Depois, fui ouvir o álbum todo e, pronto, tornei-me fã da Capicua, não de rap e hip hop em geral, atenção, não ainda, pelo menos.

Apesar de a minha música preferida do álbum se encontrar na Cauda (segunda parte do álbum), no geral, gosto mais das músicas da Cabeça (primeira parte), como por exemplo, Lenga, Sereia Louca, Mão Pesada, Líquida, Alfazema (ai, a Alfazema…), e, claro, Vayorken. Gosto praticamente de tudo neste álbum e isto, para quem não era nada fã deste género musical, é uma evolução tremenda.

Nove em dez.

 

Gostar de poesia #2

Entretanto, reparei que este ano ainda não li nenhum livro de poesia, pelo que, até ao final deste mês vou ler As Palavras Interditas - Até Amanhã, de Eugénio de Andrade. 

Depois, e já a contar com a Maratona Gelo e Fogo, que durará cinco meses, tenciono ler pelo menos três livros de poesia até ao final do ano. Em princípio serão eles: Coração do Dia - Mar de Setembro, de Eugénio de Andrade, Todas as Palavras, de Manuel António Pina, e Servidões, de Herberto Helder. Este último terá de ser lido após terminar a maratona literária, pois quero dar-lhe a minha total atenção. Tendo em conta que a poesia reunida de Manuel António Pina (Todas as Palavras) tem quase quatrocentas páginas, ler estes quatro livros trata-se de um bom objectivo para 2015 em termos de poesia. 

Para o futuro, tenho na estante uma quantidade de livros de poesia que, com jeitinho, serviam para toda uma vida. O Medo, de Al Berto, que quero muito ir lendo devagar, mas que ainda nem lhe tirei o plástico, Todos os Poemas, de Ruy Belo, outro para ser lido com calma. Depois, tenho Pena Capital, de Mário Cesariny, que fiquei cheia de vontade de ler depois de ter lido as entrevistas a Luiz Pacheco, Os Poemas, de Gastão Cruz, em modo tira-teimas, já que não gostei assim tanto do Fogo, Ofício Cantante, que pertence ao senhor lá de casa, e A Morte Sem Mestre, ambos de Herberto Helder.

Na Feira do Livro de Lisboa, no que toca a poesia, gostava de comprar o quarto e o quinto volume da poesia de Eugénio de Andrade, Poesias Completas, de Alexandre O’Neill, Uma Antologia, de W. B. Yeats e Folhas de Ervas, de Walt Whitman. Se não for tudo nesta edição, será ao longo das próximas, haja dinheiro.

 

Em falta na estante #10

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Não sei como é que ainda não me tinha lembrado de colocar este livro na rubrica “Em falta na estante”, já que o namoro sempre que entro numa livraria, desde que foi publicado (2014). Fiquei de olho nele mal saiu, pela sua capa (principalmente) e pelo facto de nunca ter lido um romance de Agualusa. O tema parece-me muito interessante e achei que seria uma boa abordagem inicial ao escritor, espero estar certa.

Ando em busca de uma promoção catita, desde o início do Verão de 2014, para ter uma boa desculpa para o levar para casa. Não sei como tenho arranjado tanta coragem para resistir. Provável compra na Feira do Livro de Lisboa.

 

A Rainha Ginga. E de como os africanos inventaram o mundo

José Eduardo Agualusa

2014

Quetzal

 

Álbum da semana #14

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Sun Structures (Fevereiro de 2014) é, até agora, o único álbum de Temples, uma banda britânica de indie rock/rock psicadélico composta por quatro membros masculinos, nascidos na segunda metade dos anos 80.

Embora tenham sido considerados por Johnny Marr e Noel Gallagher como “melhor nova banda britânica”, já li algumas críticas menos favoráveis em relação a este Sun Structures, (Pichfork, por exemplo), referindo que, enquanto banda, os Temples não trazem nada de novo ao psicadelismo, indicando, de forma bastante directa e óbvia, aliás, que se tratam de uma cópia de Tame Impala, à parte de um ou outro aspecto.

Eu, que gosto bastante de Tame Impala, penso que chego a gostar ainda mais de Temples. A sua sonoridade flui melhor na minha mente, o ritmo e a parte vocal das suas músicas balanceiam em mim, fazendo com que os adore, a eles e ao álbum. Em algumas músicas, mais rapidamente os associo aos The Beatles, não achando, contudo, que se tratam de uma cópia destes. Test Of Time, Keep In The Dark e Mesmerise são músicas absolutamente espectaculares. Espero sinceramente que os Temples sambem na cara dos inimigos e nos tragam um segundo álbum digno de registo.

Oito em dez.

 

OMG

Estou prestes a participar na minha primeira maratona literária, a Maratona Gelo e Fogo, que consiste em ler os dez livros da série As Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin.

Esta maratona foi criada pela Cláudia e inicia-se no dia 1 de Maio, terminando, cinco meses depois (dois livros por mês, portanto), a 30 de Setembro. Se terminar antes, melhor, se terminar em Outubro, também ninguém morre. Podemos desistir se assim o entendermos, mas espero não chegar a esse ponto.

Ao longo dos últimos dois anos adquiri os primeiros cinco volumes desta série, aproveitando as promoções jeitosas que me iam aparecendo, mas nunca os comecei a ler. Acompanho a série televisiva praticamente desde o seu início, mas perco-me frequentemente no nome das personagens, nos locais, nas tramas, por isso, acho que começar a ler os livros vai ajudar-me a organizar melhor as ideias (a minha falta de memória é tão lendária como o Red Wedding, acreditem), até estou a pensar fazer esquemas ou algo do género. À medida que for lendo os livros, gostava também de ir revendo os episódios da série, ou então vejo tudo seguido no final da maratona, ainda não decidi.

Tendo em conta que só deverei começar a ler o sexto livro a meio de Julho, estou a pensar adquirir os cinco volumes que me faltam até lá e à medida que for lendo os cinco últimos livros. A actual promoção da Fnac (30% de desconto) já está debaixo de olho e a Feira do Livro de Lisboa também.

Todas as informações acerca da Maratona Gelo e Fogo encontram-se aqui, podem inscrever-se até ao dia 30 de Abril.

 

*ao som do genérico épico da série* Mal posso esperar.

 

Em falta na estante #9

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Neste terceiro volume da Trilogia da Fronteira, de McCarthy, John Grady Cole (Belos Cavalos) e Billy Parham (A Travessia) encontram-se no Novo México, onde são cowboys num rancho. Ainda só conheço o John Grady Cole, não sei como termina o Belos Cavalos, nem li A Travessia, mas já estou desejosa de adquirir este, já que A Travessia já mora lá em casa.

 

Cidades da Planície

Cormac McCarthy

2015

Relógio D’Água

 

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