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Deixem o Indie em Paz

Herberto Helder

Foi com choque que li as notícias que hoje anunciavam a morte de Herberto Helder. Não acredito em coincidências, mas não posso deixar de escrever neste post que este domingo fui jantar a Cascais e, quando passámos de carro pela casa que se diz ser a residência de Herberto Helder, o meu namorado disse-me, Diz adeus ao Herberto, e eu disse.

O meu conhecimento acerca do escritor baseia-se apenas naquilo que ouvi falar sobre a sua obra (só ouvi coisas boas) e nas inúmeras histórias que se contam sobre as edições que se esgotaram em dias e se revenderam (e revendem – nem quero imaginar agora) depois a centenas de euros. Ao longo dos últimos dois anos, adquiri vários livros seus, entre os quais, Photomaton & Vox, Os Passos em Volta, Servidões e A Morte sem Mestre, mas nunca ganhei coragem para os ler, ia-me sempre escapando com um, Vou ler a seguir, mas não cheguei a ler.

Curiosamente, o livro de entrevistas a Luiz Pacheco que estou a ler refere-o inúmeras vezes e já tinha pensado que a leitura de, pelo menos, uma das suas obras tinha mesmo de ser para breve.

Tenho de encher-me de coragem para começar a ler aquele que se diz ser um dos maiores poetas portugueses e que, infelizmente, já partiu.

 

Álbum da semana #10

The Heart of The Nightlife.jpg

 

Numa das minhas viagens de carro, ouvi uma música de Kisses na Radar, infelizmente não me lembro do nome da mesma, só consegui tomar nota da banda, que desconhecia por completo. Este fim-de-semana, fui investigar e, pelas duas ou três músicas que ouvi, percebi que se tratava de mais uma boa banda para explorar.

Ainda só ouvi o seu primeiro álbum, este The Heart of The Nightlife (2010), ficando-me a faltar Kids in LA (2013). Quando oiço Kisses fico com a sensação de “isto faz-me lembrar…”, mas não consigo referir nenhuma banda em concreto que seja parecida, até já procurei bandas relacionadas, mas nada me chamou a atenção. A sua música é, por vezes, tremendamente dançável, sendo exemplo disso, Midnight Lover, a minha preferida do álbum. Em contraste, The Heart of The Nightlife apresenta também músicas tranquilas, que apetecem ouvir de olhos fechados, como é o caso de Women of The Club, que no fim também dá uma certa vontade de dar um pezinho de dança (ando feita uma dançarina, é o que é). Óptima descoberta primaveril. 

Sete em dez.