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Deixem o Indie em Paz

Tunnel vision, never listen

Não consigo deixar de me sentir ridícula quando alguém abala as minhas opiniões ou crenças, deixando-as com os alicerces despedaçados, pedregulhos, antes tão bem cimentados, partidos por todo o lado, sem qualquer salvação possível. Serei assim tão fraca por conseguir absorver pontos de vista diferentes dos meus de modo a que o meu gosto pessoal se vá moldando? Afinal parece que já não gosto assim tanto, que parva, como pude alguma vez gostar disto?, vou mas é fingir que nunca gostei.

Mas será que este senhor não diz bem de nada, que encontra sempre uma falha em qualquer coisa que lhe passe pela vista?, penso eu, perita em encontrar gralhas, de língua sempre pronta a argumentar e refilar, mas provavelmente um zero à esquerda no que toca a cinema, música ou literatura. Deverei deixar de ler opiniões negativas sobre aquilo que gosto sob pena de também acabar por não gostar de nada? Isto deixa-me de cabeça perdida, confesso, porque, quando me apercebo, já não gosto tanto, parece que nem há um tempo de reflexão, já não consigo esquecer o que li, nem que o meu gosto permaneça imaculado.

Por um lado, deve ser um bom sinal conseguir ser receptiva a outras opiniões e até mudar de ideias em relação a crenças minhas, mas, por outro, faz sentido sentirmo-nos como que obrigados a deixar de gostar de uma coisa, só porque alguém lhe apontou meia dúzia de defeitos?

 

Life's a Beach