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Deixem o Indie em Paz

You have no right to be depressed

Sempre que passo por períodos de escassez de escrita, tenho vontade de voltar a criar um blogue, outro nome, outra identidade. Desta vez seria qualquer coisa como "You have no right to be depressed" (Fill In The Blanck dos Car Seat Headrest) ou "Nunca esquecer que a mocidade para nós chegou ao fim" (Alvalade Espera Por Mim, dos Capitão Fausto). Nesta minha pausa por aqui, os acontecimentos mais relevantes da minha vida foram ir a Londres, descobrir que tenho colesterol e que é possível ser obesa pesando 59kg (percentagem de massa gorda lá no alto), e fazer 26 anos (daí o fim da mocidade, caramba, os vinte e seis já pesam). Gostava de ter tomates (metaforicamente, calma) para me despedir e passar uns tempos a tentar arranjar outro trabalho, enquanto aproveito a vida para ler, ir ao ginásio e comer de forma saudável. Não sou capaz. O medo de falhar e gastar todas as minhas poupanças paraliza-me. Muitas vezes no caminho casa-trabalho-ginásio-casa tenho grandes ideias para textos, uns mais pessoais do que outros, mas nunca chego à concretização. Gostava tanto de ter um caderninho mental que funcionasse em condições, mas o meu tende para o esquecimento, o gene para o Alzheimer deve estar a ficar activo, o que até faz sentido já que sou obesa e isso dá-nos cabo dos genes e envelhece-nos e cansa-nos e essas cenas que vocês estão fartos de ouvir. Gostava de me tornar vegetariana, mas não sou capaz de deixar de comer uma carninha de vez em quando, os meus ovos estrelados (carregadinhos de colesterol), muito menos sushi semana sim, semana não. Mas dizia eu que tenho tido grandes (só um bocadinho) ideias para textos, embora isso só aconteça quando estou a conduzir. São tristes, geralmente. Deve ser por isso que me esqueço deles. Gostava de criar um novo blogue, mas ao mesmo tempo falta-me a paciência. Não quero pensar em templates nem em obrigações para escrever, comentar, responder a comentários. Até os blogues da moda me têm fartado. Não tenho vontade de ir descobrir novos. Tenho lido (19 livros este ano), embora menos do que gostaria. Controlei-me bastante na Feira do Livro de Lisboa e no resto do ano em geral, assusta-me a quantidade de livros que ainda tenho por ler. Muitas vezes penso que vou morrer nova e que vou deixar tantos livros comprados por ler. Não pode ser. Ah, também tentei tornar-me budista ou, pelo menos, compreender um pouco mais sobre o assunto, porque achei a ideia bastante interessante, mas o livro que tenho na mesa de cabeceira tem sido lido muito devagar e prática zero. Não está esquecido, mas está adormecido. Gostava muito de meditar e acalmar o cérebro, mas geralmente quando páro, tenho mais tendência para pensar em porcarias do que esvaziar a mente. Não seria uma boa budista, tenho quase a certeza. 

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