Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Deixem o Indie em Paz

Vodafone FM

Ao contrário do que esperava há uns meses atrás, não foi difícil separar-me da Antena 3. A rádio que agora está sempre sintonizada no carro é a Vodafone FM (às vezes também dou um pulinho à Radar) e está a ser muito bom. Gosto de todas as músicas que por lá passam e é espectacular não haver publicidade, só tenho pena de não haver um espaço informativo por volta das 8h e depois das 18h, mas pronto, uma pessoa habitua-se e tem sido para lá de bom fartar-me de cantar e dançar no carro.

Um facto curioso é que, de vez em quando (no final do meu trajecto matinal), há uma mistura da emissão da Vodafone FM com a Cidade FM, mas pronto, é só carregar no acelerador para sair da zona problemática e voltamos à normalidade.

 

O que estão a fazer com a Antena 3?

Desde que comecei a fazer cerca de duas horas de carro todos os dias da semana, passei a ouvir muito mais a Antena 3. Apreciava o facto de haver muito pouca publicidade (há rádios que pura e simplesmente não se aguentam de tanta publicidade), gostava da programação, das músicas e dos radialistas. No seu conjunto, era uma rádio que funcionava bastante bem, pelo menos durantes os períodos em que a ouvia (geralmente, das 7h30 às 8h30 e das 18h às 19h). Depois da saída do Diogo Beja para a Rádio Comercial, percebi que as coisas não iam voltar a ser as mesmas, gostava muito dele, havia uma química muito grande entre toda a equipa das manhãs e era ele o principal responsável por isso, mas, mesmo assim, continuei a ouvir.

No entanto, há uma ou duas semanas (o que, salvo erro, coincide com a entrada da Mónica Mendes para o horário da manhã, antes estava o Miguel Freitas a substituir o Diogo Beja), notei que vários programas tinham desaparecido do horário a que estava habituada a ouvi-los. A saber, o Às Duas por Três, com o Camilo Lourenço, os Pontapés na Gramática e o Não Digo Nomes. Este fim-de-semana, soube que O Todo-Poderoso, com o Daniel Leitão, havia chegado ao fim.

Pelo que investiguei, alguns programas mudaram de horário, enquanto outros parecem mesmo ter acabado. Não sou particularmente fã da ideia de agora estar tudo a mudar, parece que estão a tentar esquecer o Diogo, a formatar algo que estava muito bom. A mudança nem sempre é boa. Deixar de ouvir quase todos os programas que estava habituada a acompanhar de manhã também não. Não fazer qualquer referência ao assunto durante a programação muito menos (se a houve, devo tê-la perdido, mas considero que nunca seria demais referir que as coisas estavam a mudar). Toda esta posição reforça ainda mais a ideia de cortar com o passado de forma brusca, fingindo que o mesmo nunca aconteceu. 

Já pouco faltou mais para não os voltar a sintonizar, meus caros.