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Deixem o Indie em Paz

Franny e Zooey

Franny e Zooey era o livro que gostaria de ter escrito. Li-o em cerca de três dias e há muito tempo que um livro não mexia tanto comigo.

Pensei que não voltaria a gostar tanto de um livro de Salinger depois de ler À Espera no Centeio, mas enganei-me redondamente. Quando via este título, imaginava uma história completamente diferente da que na realidade é (nunca me preocupei em ler a sinopse, nem críticas ao livro) e, talvez por isso, nunca me entusiasmou muito. Trouxe-o para casa porque estava com 70% (ou 50%, já não tenho a certeza) de desconto na Hora H da FLL e porque gosto muito mais desta edição (nos mesmo moldes de À Espera no Centeio, que já tenho, e Nove Contos, que hei-de vir a ter) do que da edição da Relógio D’Água. Pouco tempo antes, tinha também visto algumas pontuações muito boas no Goodreads (uma de quatro e duas de cinco estrelas) e decidi que seria altura para o trazer para casa e lê-lo nos intervalos da Maratona Gelo e Fogo.

O livro não tem acção, pois todo ele se trata de uma reflexão sobre religião, arte, ambição, ego, sobre a vida. Esta reflexão é feita através de maravilhosos diálogos. Primeiro, entre a angustiada Franny e o namorado. Depois entre Franny e o irmão, Zooey. Este é um livro excepcional, que me fez reflectir muito, deixou-me pesada e pensativa, fechada. Durante estes dias vivi o livro, na pele da Franny. Identifiquei-me muito com ela e com a sua forma de pensar e, muitas vezes, também preciso que alguém como Zooey me faça descer à terra.

Franny e Zooey fazem parte da família Glass e têm mais cinco irmãos. Consta que Nove Histórias tem como protagonistas de alguns contos irmãos de Franny e Zooey (bom era que eles também fossem, mas penso que não).

Os diálogos deste livro passam-se em 1955, mas este livro faz tanto sentido em 1955, como hoje, como daqui a cem anos. É um livro para ler e reflectir. Quero muito ler Nove Histórias e vai ser difícil resistir a comprá-lo brevemente.

 

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