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Deixem o Indie em Paz

Melhores álbuns ouvidos em 2015

Nesta lista não vão entrar apenas álbuns/EPs de 2015, porque houve alguns mais antigos que só descobri este ano e que também merecem fazer parte desta lista. Por ordem alfabética de intérprete: 

 

Basset Houds, de Basset Hounds (2015)

That's The Spirit, de Bring Me The Horizon (2015)

Born Under Saturn, de Django Django (2015)

Sol Invictus, de Faith No More (2015)

Fear Fun, de Father John Misty (2012)

Meliora, de Ghost (2015)

Opus Eponymous, de Ghost (2010)

Our Endless Numbered Days, de Iron & Wine (2004)

The Pale Emperor, de Marilyn Manson (2015)

#2, de Modernos (2015)

Danger in the Club, de Palma Violets (2015)

Royal Blood, de Royal Blood (2014)

Currents, de Tame Impala (2015)

Sun Structures, de Temples (2014)

The Dawn, de The Wands (2014)

Policy, de Will Butler (2015)

With Light & With Love, de Woods (2014)

 

Em termos de concertos, o melhor deste ano e, certamente, um dos melhores de toda a vida, Ghost, no Garage.

 

Melhores livros de 2015

Parece que anda toda a gente a fazer balanços de 2015, pelo que também me vou chegar à frente, neste caso com os meus livros preferidos deste ano (embora ainda não tenha terminado as minhas leituras, faltam-me dois ou três). Ora bem (por ordem cronológica):

 

Logicomix de Apostolos Doxiadis, Christos H. Papadimitriou, Alecos Papadatos, Annie Di Donna 

Odisseia de Homero

Calvin & Hobbes de Bill Watterson (Há Monstros Debaixo da Cama?, Plácidos Domingos e Viva o Alasca!)

As Crónicas de Gelo e Fogo (Vol 1, 2, 4, 5, 6, 9 e 10) de George R. R. Martin 

Franny e Zooey de J. D. Salinger

Servidões de Herberto Helder

A Amiga Genial (Vol 1, 2 e 3) de Elena Ferrante

A Cor do Hibisco de Chimamanda Ngozi Adichie

 

Muitos foram os que dei quatro estrelas, mas que não me arrebataram por completo e, agora que olho para esta lista, tirando a banda desenhada e As Crónicas de Gelo e Fogo, foram muito poucos os livros a que dei cinco estrelas.

Estou desconfiada de que A Campânula de Vidro irá também fazer parte desta lista.

 

Começar bem o dia

Estava eu descansada a abrir A Campânula de Vidro, de Sylvia Plath, que requisitei há uns dias na biblioteca (uma edição de 1988), quando me deparo com isto.

 

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O meu coração quase parou de felicidade. Duvido que seja uma assinatura falsificada. O mais provavel é este livro ter sido doado por Herberto Helder às Bibliotecas Municipais de Cascais e, por sorte, foi parar à que tenho ido ultimamente. 

 

Discos de 2015 | 4

Lamb of God | VII: Sturm Und Drang

 

Ah, o metal como deve ser. Ao sétimo álbum melhores que nunca. E mais uma vez a prova de que tudo o Chino Moreno dos Deftones toca é ouro. A conferir abaixo.

 

 

Ladrões do Tempo | 1º Assalto

 

Bom disco da banda que junta Zé Pedro, Tó Trips, Paulo Franco, Dony Bettencourt e Samuel Palitos. Bom rock em português.

 

 

Iron Maiden | Book of Souls

 

Mais um bom regresso. Este Book Of Souls é o meu álbum preferido de Iron Maiden desde... 1992. 

 

 

 

 Hills Have Eyes | Antebellum

 

Não sei o que é que há na água canalizada de Setúbal, mas o Metalcore por lá é do melhor. Ainda que prefira o Strangers, este Antebellum está interessante. A conferir ao vivo, de preferência em breve e a abrir para More Than a Thousand.

 

 

 

 

 

 

 

Discos de 2015 | 3

Mutoid Man | Bleeder

 

Fica mais uma vez provado que tudo em que algum membro dos Converge toca se torna em ouro musical. Esta é uma outra banda do baterista, Ben Koller. Uma máquina.

 

 

Moonspell | Extinct

 

Amigos de longa data (belas tardes a ouvir o Wolfheart no secundário e a ler os Maias, não sei bem o que dizer desta combinação). Mais um bom disco para o já longo catálogo, aqui num registo mais próximo dos HIM (só que em bom) do que dos Paradise Lost ou Type O Negative.

 

 

Marilyn Manson | The Pale Emperor

 

O nosso velho amigo Brian Warner voltou com o seu melhor disco dos últimos 10 anos. E nós agradecemos.

 

 

Lana Del Rey | Honeymoon

 

O Ultraviolence é tão melhor que até dói. Uma pena. 

 

 

 

 

 

 

 

Sugestões Literárias para 2016

A senhora dona deste blog tem alguma dificuldade em manter planos literários. Isso e cumprir a frase "não compro mais livros até à feira do livro / ao natal / aos meus anos / à próxima semana". Assim sendo, livros para ler (e encaixar na estante que já não leva livros...) não faltam cá por casa. Ainda assim, e tal e qual uma senhora que olha espantada para o seu closet a transbordar e diz que não tem nada para vestir, a Mada (Mada, não Máda) olha para a estante e diz "não sei o que ler a seguir". E é aí que eu sou chamado para contribuir. Após alguma reflexão, estão aqui os cinco livros que eu sugiro que a Madalena leia em 2016:

 

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Como já leu o Belos Cavalos e até gostou, faz sentido que leia A Travessia, para mim o melhor livro da trilogia da Fronteira, do Cormac McCarthy (e com menos cowboys lamechas. Sim, John Grady Cole, estou a falar de ti). Depois temos o Três Tristes Tigres, obra ímpar do Cabrera Infante, retrato da noite cubana e escrito de forma única. Não podia faltar Bolaño, aqui com Amuleto, num regresso ao universo de Detectives Selvagens e a uma célebre casa-de-banho de uma faculdade de Letras no México, nos anos 60. A Noite do Oráculo é o meu livro preferido de Paul Auster, também conhecido como o João Tordo americano. Por fim, um bocado de poesia para desenjoar da ficcão masculina, com a pequena pérola Curso Intensivo de Jardinagem, da Margarida Ferra (estou em crer que vai gostar e ler logo o Sorte de Principiante a seguir).
Ficamos à espera do feedback.

 

Discos de 2015 | 2

Tame Impala | Currents

 

Não posso dizer que os Tame Impala sejam das bandas que mais goste, mas este Currents deixou-me interessado em conhecer mais.

 

 

Slayer | Repentless

 

Depois de alguns álbums medianos, o Repentless (o primeiro sem o Jeff Hanneman) trás de volta os Slayer que nós conhecemos. Muita nostalgia, mas thrash do bom. 

 

 

Parkway Drive | Ire

 

Os australianos, apesar de ficarem alguns furos abaixo do álbum anterior (e longe, longe, do brilhante Deep Blue), lançaram mais um álbum jeitoso. Ao vivo deve ficar bem. Esta música em particular é muito apreciada cá em casa. Por mim, claro.

 

 

Palma Violets | Danger In The Club

 

Espera mais, confesso. Tive pena de não os ter visto ao vivo. Fica para uma próxima. Palma Violets faz-me lembrar alguém num carro a dizer que sabia distinguir bem as músicas entre os dois álbuns de pois falhou oito em dez. 

 

 

 

 

 

 

 

Biblioteca #1

Fiquei muito satisfeita com os primeiros livros que requisitei na biblioteca e já estou a pensar na próxima visita. Sim, nunca tinha requisitado livros na biblioteca, para além dos de estudo, mas já remediei isso. Agora quero ler dois ou três livros que tenho em casa e depois passo novamente na biblioteca para trazer mais alguns, lá para Dezembro.

Em relação a João Tordo (li O Livro dos Homens sem Luz, o primeiro livro seu a ser publicado, em 2004), não fiquei completamente fã, embora tenha gostado muito de algumas partes deste livro. Quero ler mais alguns livros dele, por ordem cronológica, para perceber a sua evolução como escritor, pode ser que acabe por ler todos.

Parti completamente à descoberta de Rui Zink, sem qualquer expectativa, e foi uma das grandes surpresas de 2015. Li A instalação do medo e adorei. Quero ler tudo dele, urgentemente.

 

Discos de 2015 | 1

Wiil Butler | Policy

 

O Wiil Butler dos Arcade Fire estreia-se a solo. Toda a gente preferia um álbum do Win Butler, mas é o que temos e não está nada mau.

 

 

Viet Cong |  Viet Cong

 

Mais uma estreia nos meandros do indie rock, a ver vamos o que o futuro lhes reserva.

 

 

Tó Trips | Guitarra Makaka

 

Álbum a solo de metade dos Dead Combo, aqui num registo acústico e mais virtuoso. 

 

 

Tara Perdida | Luto

 

Dá para subsituir o Ribas? Claro que não. Mas acho que as bandas podem continuar, e, neste caso em particular, continuaram muito bem.